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Cultura · 1 min de leitura
Por que todo mapa mente um pouco
Não existe jeito de desenrolar uma esfera num plano sem distorção. Como as projeções de mapas escolhem o que sacrificar.
Um globo de papel não pode ser achatado sem rasgar ou amassar. Por isso, todo mapa plano distorce alguma coisa: forma, área, distância ou direção. Não existe mapa perfeito, apenas mapas que distorcem de formas diferentes, para fins diferentes.
Mercator e a navegação
Em 1569, Gerardus Mercator criou uma projeção em que as linhas de rumo constante aparecem retas. Isso ajudou navegantes, mas em compensação as áreas são muito exageradas perto dos polos. A Groenlândia, por exemplo, parece tão grande quanto a África, quando na realidade a África é cerca de quatorze vezes maior.
Projeções que respeitam áreas
A projeção de Gall-Peters mantém as áreas proporcionais, mas distorce as formas dos continentes, que aparecem alongados. Já a de Robinson busca um meio-termo, com distorção menor nas formas e áreas aceitáveis. Cada escolha privilegia uma propriedade e sacrifica outras.
O que escolher
Para navegação, a de Mercator ainda faz sentido. Para estudar a distribuição de populações ou florestas, mapas de área igual são mais honestos. Saber qual projeção está sendo usada é parte de ler um mapa com senso crítico.