Receba Enteligensia

Início / História / Hieróglifos, a escrita que ficou muda

História · 1 min de leitura

Hieróglifos, a escrita que ficou muda

Como os egípcios combinavam imagens e sons, por que a escrita morreu e como a Pedra de Roseta a trouxe de volta.

Os hieróglifos egípcios apareceram por volta de 3200 a.C. e foram usados por mais de três mil anos. Eram imagens de pássaros, olhos, pães e ondas, e durante séculos ninguém conseguia lê-los. Por muito tempo, a escrita foi vista como um código místico, cheio de símbolos sem som.

Ideias e sons

O sistema combinava dois tipos de sinais. Alguns representavam uma palavra inteira, como o desenho de um sol para "sol" ou "dia". Outros representavam um som, como um sinal de consoante, parecido com um alfabeto. Um mesmo texto podia misturar as duas coisas, e os escribas usavam dezenas de sinais para cada som.

A Pedra de Roseta

Em 1799, soldados franceses encontraram na cidade de Roseta uma pedra com o mesmo decreto escrito em três formas: hieróglifos, escrita demótica e grego antigo. Como o grego era conhecido, ela servia de chave. Jean-François Champollion, em 1822, percebeu que nomes de reis escritos em hieróglifos estavam em sinais que representavam sons, e não ideias.

O fim da escrita

Com a conquista romana e a chegada do cristianismo, o uso dos hieróglifos declinou. O último texto datado com certeza é do século IV d.C. Por cerca de quinze séculos, a escrita ficou sem leitores, até que a decifração permitiu voltar a ouvir a língua dos faraós.

Teste rápido

1. Quais dois tipos de sinal os hieróglifos combinavam?
2. Qual foi a chave para decifrar os hieróglifos?