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Natureza · 1 min de leitura
Como as aves migram sem se perder
Bússolas magnéticas, estrelas e memória de paisagens explicam viagens de milhares de quilômetros.
Todo ano, bilhões de aves percorrem rotas de milhares de quilômetros entre áreas de reprodução e de alimentação. Muitas voltam ao mesmo ninho ou à mesma região, e algumas espécies fazem viagens longas sem parar. Como elas encontram o caminho continua sendo estudado, mas várias pistas já são bem conhecidas.
Bússola magnética
Muitas aves percebem o campo magnético da Terra. Estudos sugerem que algumas delas têm proteínas sensíveis à luz, nos olhos, que podem captar a direção do campo. Assim, elas teriam uma espécie de bússola que funciona mesmo quando o céu está nublado.
Estrelas e Sol
Aves migratórias noturnas usam as estrelas, sobretudo a região em torno do polo celeste, como referência. Já as diurnas se orientam pela posição do Sol, ajustando o relógio interno para compensar o movimento aparente ao longo do dia.
Memória e aprendizagem
Filhotes de algumas espécies aprendem a rota com adultos, e outras seguem um caminho inato, herdado. Quando a paisagem muda, por exemplo com desmatamento ou construção de cidades, as aves podem sofrer para encontrar áreas de parada, um problema sério para a conservação.